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Segredos para a manutenção de um bem-estar digno de medalha olímpica | Edição #7

Neste mês de Olimpíadas, assistimos diversos atletas superando desafios, encontrando alternativas para fazer mais pontos e ultrapassando obstáculos e metas que pareciam impossíveis. Foi demais, não foi? Os vitoriosos levaram medalhas para casa, foram exaltados e parabenizados… uma festa! Contudo, se fizermos um paralelo, perceberemos que todos nós vivemos uma espécie de olimpíada diária — aquela cujas superações são anônimas. Todos os dias, cada um de nós ultrapassa barreiras e obstáculos que nos levam a uma medalha de ouro pessoal.



A metáfora acima veio à luz na segunda semana de agosto, quando o Fique Bem recebeu em sua live a neurocientista Elisa Kozasa. Ela é pesquisadora do Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein e professora titular do Programa Acadêmico em Ciências da Saúde da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein. Com um currículo bastante extenso, Elisa é a primeira fellow do Mind and Life Institute nomeada na América Latina e possui graduação em Ciências Biológicas pela USP, além de doutorado e pós-doutorado pelo Departamento de Psicobiologia da Unifesp.


O assunto das Olimpíadas veio à tona no início da nossa conversa com Elisa porque a pesquisadora chegou a participar ativamente do treinamento emocional de atletas do skate e do surfe olímpico. Segundo ela, porém, o trabalho feito com essas pessoas não é tão diferente do trabalho que pode ser feito com qualquer outro. “Tenho que lembrá-los de que não são máquinas, mas seres humanos”, diz ela, que reforça a necessidade de um bom autoconhecimento na gestão das emoções e na manutenção de um bem-estar psicológico.

“Boa parte das nossas dificuldades passam e nos atropelam porque a gente não percebe o que está, de fato, acontecendo conosco. Uma das maneiras de manter a sanidade é entender o que a gente está sentindo, dizer em palavras, escrever… Quanto mais clara está a sensação, mais fácil de trabalhar com ela”, continua Elisa. “Diga para si mesmo o que está acontecendo, até você perceber que talvez precise de ajuda. Pode ser de um amigo ou de um profissional”, conclui.

 

Quando a pesquisadora fala em “perceber”, ela se refere à percepção corporal mesmo, física. Você chega a fazer essa checagem quando você está passando por alguma situação difícil? Suas mãos suando, seu coração disparado, suas dores nas costas… podem dizer muito mais a você do que você está, de fato, escutando. 


O encontro com Elisa nos deu novas perspectivas sob muitos aspectos, mas um deles — talvez o mais inesperado — foi o aspecto linguístico. A neurocientista explicou que a palavra “angústia” pode ser traduzida como “um sofrimento sem clareza”; assim como a palavra “desespero” pode ser entendida como “um sofrimento sem sentido”. Além disso, há certas práticas que precisam ser “cultivadas”, pois exigem paciência como a de quem cultiva uma horta. E há elogios que são pouco usados, mas que trazem consigo grandes qualidades, como chamar uma pessoa de “generosa”, “atenciosa” ou “honrada”.

 

No entanto, apesar de boa com as palavras, nossa convidada também é a maestra do silêncio. Ao fim do nosso encontro, ela aplicou uma prática de autocuidado e trouxe paz aos corações de toda a audiência com poucas, mas assertivas, declarações. Assista ao encontro completo, deixe-se banhar com esse bate-papo e reflita — mas não esqueça que a reflexão, assim como diz Elisa, não finda em si mesma. Ela demanda uma ação subsequente.


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