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Como preservar a saúde mental e cultivar a resiliência | Edição #8

“Ter saúde mental é ser flexível igual a um bambu e, além disso, ser como um copo bem furadinho”. A frase é do querido Dudu — coordenador da Revista Fique Bem e apresentador das nossas lives no Youtube — mas resume muito bem o papo que tivemos com a nossa convidada para a segunda Live Fique Bem de setembro, a Dra. Larissa Zeggio. Não entendeu bem esse resumo? Calma, que já vamos te explicar!



A professora e psicóloga Larissa — que coordena o curso de especialização em Neuropsicologia Clínica do CENSUPEG e dirige o Instituto Brasileiro de Inteligência Emocional e Social— conversou com a gente e o Dudu por uma hora, na segunda semana desse mês, trazendo um discurso extremamente didático, simples e carregado de metáforas, para explicar um pouquinho a importância da resiliência para a nossa saúde emocional.


“O autocuidado diz respeito a um conjunto de habilidades e ações que podem ajudar a adaptar a força da nossa resiliência para que possamos lidar com os desafios do dia a dia”, começou a psicóloga. “É como se fôssemos um bambu, que enverga mas não quebra. Por mais que os ventos batam, sejam eles brandos ou fortes, precisamos nos manter inteiros. Não temos a opção de controlar a força dos ventos, mas podemos controlar a nossa rigidez. Resiliência é o conceito de ser flexível”, conclui.

Durante a conversa, a especialista reforçou ainda a necessidade de sermos alfabetizados em emoções: sabermos identificá-las, entendermos quais as suas funções biológicas e termos a habilidade de reagir a elas. “Temos que entender o que estamos sentindo e saber para que serve cada uma dessas emoções. O que normalmente isso que eu estou sentindo quer dizer para o ser humano?”, ensina ela. “Primeiro, devemos conhecer o que cada emoção tem de função, conversar com ela, entendê-la nessa situação específica, e, só então, refletir sobre quais as ações que podemos tomar para lidar com ela, o que está ao nosso alcance”, pontua Larissa.

Além disso, a psicóloga nos ensinou os conceitos de fatores de risco e fatores de proteção. Você conhece essa terminologia? Em resumo, fatores de risco são os ventos que sopram no nosso bambu, forçando seus troncos a envergarem. Os fatores de proteção, por sua vez, são como furinhos em um copo plástico que o impedem de transbordar. São eles quem vão colaborar para fortalecer a nossa resiliência, mantendo o bambu intacto, como as redes de apoio, o contato com a natureza, com amigos, habilidades sociais, habilidades de resolver problemas… e o mais importante dos fatores de proteção: o autocuidado. 


“É possível ter uma boa saúde emocional e isso não significa estar feliz o tempo inteiro, mas parte disso começa com o autocuidado”, diz a especialista. Larissa ainda reforça que autocuidado é uma higiene mental, daquelas que não demandam água, sabão ou alcool gel. “É cuidar de si mesmo, mais simples que parece”, conta a psicóloga que, durante o nosso encontro, nos apresentou seu livro publicado —  e doou cinco e-books. 

Veja o vídeo completo desse encontro, entenda as funções das emoções básicas do ser humano e, com leveza, saiba como reagir na próxima vez que uma emoção não tão agradável cruzar o seu caminho. No papel de fator de proteção para os professores, nós do Fique Bem desejamos que você seja um bambu bem resistente e um copo cheio de buraquinhos.

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