A educação emocional na escola | Edição #3
- Professora Fique Bem

- 13 de abr. de 2021
- 3 min de leitura
Se fosse para você dar um palpite, qual seria o principal obstáculo para a saúde mental dos professores em 2020? Recolhemos uma série de relatos durante o ano passado e a ansiedade sempre apareceu como protagonista deste, que foi um ano tão incerto e recheado de notícias difíceis demais para serem digeridas.
Frente a essa situação, nasceu o Fique Bem, um espaço de acolhimento aos professores e de conversas intensas sobre a saúde nas escolas.
No segundo encontro que fizemos no mês de abril, o tema da conversa foi justamente a importância da saúde emocional nas escolas. Para isso, recebemos a nossa querida psicóloga e escritora Miriam Rodrigues. Idealizadora da Educação Emocional Positiva, programa psicoeducacional de competências socioemocionais e habilidades para o bem estar, Miriam também é autora de mais de 20 livros.
Na live, Miriam nos contou como diminuir a ansiedade. Segundo ela, uma pessoa ansiosa se julga em perigo, acha não ser boa suficiente e, por isso, começa a sentir reações físicas a essa situação. O perigo faz a pessoa ter respiração toráxica, o que faz o coração bater mais forte, mãos ficarem frias, desenvolve uma sensação de tontura e, diante de tantas evidências, a pessoa interpreta os sintomas como se algo muito grave estivesse lhe acontecendo.
“A depressão acomete demais os profissionais da educação, que têm tantas demandas. Isso já era um cenário que a gente observava antes da pandemia. Com a chegada da pandemia, tudo piorou, infelizmente. Porque aqueles pensamentos da ansiedade, de perigo, passam a ser retroalimentados pelas mensagens que chegam aos professores pelo Whatsapp, pelas notícias”, afirma a especialista.
Para lidar com a ansiedade, a psicóloga indica, antes de tudo, o cuidado com a respiração, porque isso rompe o ciclo de disparar o coração, das mãos frias e da tontura. A dica é simples: é preciso respirar em quatro tempos. O método consiste em inspirar, prender e soltar o ar em um ciclo de 12 segundos divididos em blocos de quatro.
Apesar de simples, a prática pode não ser tão fácil de ser aplicada se só for lembrada no momento do desespero. Para Miriam, os pacientes podem comparar essa situação com uma aula de natação. Afinal, quando aprendemos a nadar, aprende-se na parte rasa da piscina, em um ambiente controlado.
“Você foi treinando em águas rasas até ficar forte. Depois vai pra parte funda. Com os exercícios de respiração é igual: precisa aprender quando está tudo bem. Tem que treinar todo dia. Vale fazer cinco minutos por dia, todo dia. Lembrar só quando está em crise não funciona”, aconselha. “Só se pode pensar depois de se acalmar. Isso é mantra para a vida”, completa.
Outra dica da especialista é explorar o senso do tato. “Se você puder, além da respiração, colocar a mão no coração, ajuda bastante. Porque o toque ajuda a liberar, no nosso cérebro, a ocitocina. A ocitocina é o hormônio do amor, da conexão e faz um bem danado para a química do nosso cérebro. Nos ajuda a acalmar”, diz ela. “Então você pode fazer a respiração de quatro tempos com a mão no coração. Isso já é um autocuidado super importante para a sua saúde emocional”.
Quer saber mais sobre o assunto? Confira os nossos vídeos do Fique Bem sobre saúde emocional e ansiedade. Mas também não deixe de assistir essa live por completo dando play no vídeo acima. Em águas rasas, vamos navegando, professor. E tudo vai ficar bem.



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