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Para início de conversa: o que você deseja para seus estudantes? | Edição #1

Sugestão: faça uma lista com as características que você quer que seus estudantes desenvolvam para a vida. É sério! Pense antes de continuar no texto.


Pensou? Se quiser, pode até escrever.

 

Agora pare e olhe a lista com atenção. Quais dessas características serão aprimoradas apenas com o desenvolvimento intelectual? Mesmo não conhecendo sua lista, eu aposto que boa parte, ou talvez a maioria das características que você colocou, necessitam do desenvolvimento das habilidades socioemocionais. Por exemplo: podemos desejar que as crianças desenvolvam bondade, empatia, honestidade, coragem, saibam nutrir bons relacionamentos, dentre muitas outras características.

 

Acho que está claro que focarmos em uma educação puramente intelectual não nos fará atingirmos nossos objetivos enquanto educadores.

 

Então como promover essa educação socioemocional?

 

Primeiramente, é importante estabelecer que ninguém foge à aprendizagem socioemocional. A presença de tais habilidades ou a ausência delas vai afetar nossas aulas diretamente, queira você aceitar a importância desse tema ou não. Estamos constantemente lidando com essas habilidades quando pedimos mais atenção, controle e escuta na sala de aula.

 

Segundo pesquisa realizada em 2013, os docentes brasileiros gastam, em média, um quinto do tempo da aula lidando com desafios de comportamento. Ou seja, a questão agora é saber quão dispostos estamos para lidar com essas habilidades imbuídos de intencionalidade e conhecimento, para aumentar a aprendizagem e as boas relações na escola. 


Essa pode ser uma tarefa desafiadora pois, enquanto crianças, poucos de nós recebemos uma educação formal em habilidades socioemocionais (se você está lendo e teve aulas de como lidar com seus sentimentos, se considere muito sortuda/o). Uma parcela pequena dos professores teve formação nessa área (seja na faculdade ou em uma pós-graduação). E, de repente, tais conteúdos começam a pipocar em nossos referenciais (Base Nacional Comum Curricular) e habitar as preocupações de pais, coordenadores e diretores e, porque não, até as nossas próprias preocupações com os estudantes .

 

Que tal começar com calma? Se quisermos promover o bem-estar na escola, não devemos tornar esse tema em mais um ponto de estresse. Pelo contrário, vamos ser parceiros nessa jornada.  


Alerta de Spoiler! Essa é uma longa jornada, sem previsão de término e com aprendizagens para a vida. Mas ela pode e deve ser divertida e transformadora.

Nós temos dois pontos por aqui.  


Primeiro: para ajudarmos na construção de um mundo melhor, mais justo e agradável, devemos focar nossas atenções e esforços na promoção de uma educação para corações e mentes, ou seja, o desenvolvimento de habilidades socioemocionais

Perceba que a frase anterior não especificou que devemos fazer isso com os estudantes, pois não seremos capazes de dar aquilo que não temos ou de ensinar aquilo que não acreditamos.

Inicialmente é preciso ganhar convicção nesse caminho e para isso é fundamental começarmos por nós mesmos. E, claro, como gostamos de ensinar, também poderemos nutrir essas qualidades em nossos estudantes.

Habilidades intra e inter-relacionais podem tornar  nossas  vidas muito mais recompensadoras. Como lidar com meus sentimentos? Por que eles surgem? Quais são os gatilhos que despertam em mim reações automáticas deletérias? Como posso lidar com isso? Como nutrir bons relacionamentos? Essas são perguntas importantes que podem ajudar a tornar nossa jornada mais leve e agradável.

Nosso segundo ponto é: defendemos a compaixão como uma habilidade que pode e deve ser nutrida e ampliada em nós mesmos e nos nossos estudantes. Mas isso é assunto para a próxima coluna…

Aproveite e deixe nos comentários: qual é a sua lista de características desejadas para seus estudantes? Você concorda que habilidades socioemocionais devem ser valorizadas, assim como as habilidades intelectuais?

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