Conjugando o verbo brincar em todas as pessoas, modos e tempos | Edição #9
- Professora Fique Bem

- 4 de out. de 2021
- 3 min de leitura
No mês das crianças, não faltam exemplos de como brincar é divertido. Os conteúdos voltados aos professores falam da importância de uma educação lúdica e os pais de crianças pequenas começam a fazer planos para um dia 12 de outubro repleto de risadas.
Mas será que a brincadeira é algo exclusivo das crianças? Podemos pensar no baralho, no dominó, nos jogos de tabuleiro, nos jogos do celular, nas dancinhas das redes sociais e até naquela série ou novela que você adora assistir, só para se divertir, como exemplos de brincadeiras? Será que buscar formas de entretenimento não faz parte da natureza humana e nos garante, inclusive, uma boa saúde emocional? Afinal, será que brincar é coisa séria?
Na primeira Live Fique Bem de outubro, levantamos essas questões para experts no assunto. Volney Paulo Guaranha é especialista em lazer e animação sociocultural, profissional de educação física e do turismo, é também escritor, educador e proprietário da empresa Recriação — Lazer e Educação. Junto a ele, chamamos também Cristiano dos Santos, que é escritor, palestrante, educador, compositor, pesquisador, contador de história, locutor, manipulador de fantoches, colaborador da Aliança pela Infância e diretor do grupo Brincadeiras e Jogos. Pois é: dois especialistas em diversão!
Segundo eles, embora exista uma certa resistência quanto ao verbo, todo o ser humano é um ser brincante. “O brincar é um direito universal. Um direito do cidadão. Hoje, eu me intitulo um brincante 25 horas por dia”, disse Volney.
“Brincar é uma necessidade humana. Só que a gente vai sendo convencido que não, que brincar é coisa de criança. Então, brincar é colocado dentro de um período específico da vida. Contudo, a infância não é um tempo histórico, é um período que a gente pode e deve revisitar”, afirmou Cristiano. “Veja, o brincar está ligado ao lúdico e o lúdico está ligado ao prazer. Assistir uma série, é uma maneira de brincar. A nossa cabeça se movimenta, a gente faz conexões, a gente cria... Brincar é uma necessidade. Por isso que a gente brinca tanto”, conclui.
Ou seja, em um mundo gameficado como o que a gente vive, no qual existe uma busca tão urgente por momentos de lazer em meio à correria da vida adulta, brincar é, sim, um dos nossos planos de fuga. E quem disse que a vida precisa ser divertida apenas na hora do descanso? Encarar os desafios do dia a dia com a mente de quem brinca pode nos fazer levar uma vida mais leve e feliz.
“O adulto brinca. Mas é muito difícil ele intitular que é uma brincadeira”, comentou Volney. “Brincar rima com aprender. Hoje, as escolas estão intensificando a gameficação, trazendo jogos virtuais para a sala de aula. O professor esperto e estrategista usa o conceito do brincar, associado ao aprender, pois a brincadeira tem função criativa e pedagógica. Brincar é sinônimo de aprender”, continua.
Além dos seus estudos na área, suas experiências práticas e algumas músicas divertidas, os dois convidados compartilharam com a nossa rede, durante a conversa, uma série de brincadeiras super criativas! Algumas delas, inclusive, podem ser feitas no contexto das aulas à distância. Você vai amar!
Assista à live e descubra, entre outros aprendizados, como conquistar dos seus alunos aquele famoso “poxa, mas a aula já acabou?”, típico dos encontros que divertem e que dão resultado. Provavelmente, você também vai sentir essa sensação gostosa de que o tempo voou, professor. Afinal, brincar é uma necessidade universal e a gente é muito mais feliz quando respeita e escuta as nossas necessidades. Se faz sentir, faz sentido. Bora brincar?



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