As técnicas de contação de história | Edição #3
- Professora Fique Bem

- 6 de abr. de 2021
- 2 min de leitura
Quem conta um conto aumenta um ponto - e omite outros. Você concorda com esse ditado popular? Seja qual for a sua opinião, uma coisa é certa: se o conto for bom e bem contado, ele pode marcar a sua vida, permanecer na sua memória e, inclusive, influenciar a sua visão de mundo.
No início deste mês, o Fique Bem recebeu duas convidadas queridíssimas para trocar uma ideia a respeito de um assunto que toca no íntimo de muita gente: a contação de histórias. A live, que aconteceu na primeira terça-feira do mês, teve uma hora de duração, mas passou super rápido. Afinal, ambas tiveram, em trechos diferentes da conversa, um momento individual para contar uma história para a gente e nos encantar com suas interpretações.
A professora e contadora de histórias Samara Rosa, que atua na rede municipal de Curitiba, é pedagoga com MBA em Gestão Escolar, especialização em Literatura e Contação de Histórias e participante do podcast “Deixa que eu conto” da Unicef/Brasil com histórias afro-brasileiras. Na nossa conversa, ela interpretou um conto africano chamado “Por que os pássaros coloridos não cantam?” e usou objetos durante a contação.
“Eu conheci essa história em uma roda de histórias negras e o objetivo do encontro era trazer histórias africanas que trouxessem elementos da natureza”, contou ela. “Eu tenho procurado por narrativas que não são contadas. Me ensinaram que os clássicos são os clássicos europeus e quem disse isso, né? Toda a história tem uma outra história”, explicou a professora, que afirma categoricamente: “Para mim, uma boa história tem que fazer sentido com a minha história”.
Mais adiante, foi a vez da nossa segunda convidada, a professora Cleidna Landivar, contar um conto. Ela, que também é escritora e contadora de histórias, optou por outra narrativa, também africana, e interpretou a história do caçador Naiubari. O conto “A Cabeça Falante” integra o livro Procurando Assombração e Outras Histórias, de Márcia Batista.
Na história, o jovem caçador encontra uma caveira falante e tem dificuldades com os guardas da realeza, que duvidam da sua palavra. “Esse é um conto que exalta todos aqueles que morreram ou perderam suas cabeças por defenderem suas verdades”, conta Cleidna. A professora ressalta ainda, durante a conversa com o Fique Bem, como ela não tem o costume de contar histórias para a câmera, mas teve que se adaptar às limitações causadas pelo distanciamento social.
Quer saber mais sobre esse encontro encantador? Assista à live completa e descubra, além dos segredos dos pássaros e de Naiubari, quais as dicas que as professoras têm para aqueles que querem se profissionalizar na contação de histórias. Quem sabe você não adere à prática e acrescenta novos enredos às suas aulas ainda neste semestre, professor?



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