A saúde mental dos professores | Edição #4
- Professora Fique Bem

- 11 de mai. de 2021
- 2 min de leitura
Você acredita que uma pessoa que sofre de depressão possa ser considerada uma pessoa com uma boa saúde mental? Se a sua resposta foi não, talvez você ainda não tenha assistido à nossa live de saúde, que rolou na segunda semana deste mês, lá no Youtube do Fique Bem.
No encontro, a psiquiatra Thays Mello nos explica que, diferente do que prega o senso comum, o espectro psicológico é formado por duas variáveis: a qualidade de saúde mental e a presença ou ausência de doença.
Ou seja, é possível uma pessoa ser diagnosticada com uma doença mental e, em tratamento, ter uma ótima saúde mental. Por outro lado, é possível também que uma pessoa nunca tenha tido um diagnóstico clínico, mas também não cuide da sua saúde mental como deveria e, por fim, acaba vivendo no “automático”. Conhece alguém assim?
A psiquiatra Thays Mello é nascida no Mato Grosso, mãe da pequena Amelie, de 6 anos, e pautou o nosso encontro em uma máxima: se você souber dar o nome para o que você está sentindo, a chance de você se organizar para lidar com esse sentimento é muito maior. A partir dessa ideia, a psiquiatra reforça que ter um diagnóstico de doença mental, por exemplo, é libertador, pois direciona os nossos esforços para a solução do problema.
“Dar o nome àquilo que a gente está sentindo é o que vai no ajudar a nos organizar. Dar o nome é o que possibilita a ajuda adequada”, explica. Segundo ela, quando você sabe o que tem, é mais fácil de procurar o apoio necessário, além de nos fazer sentir mais compreendidos e menos culpados.
O papo com a Thays durou um pouco mais que uma hora e passou por temáticas como a depressão, os efeitos da pandemia na saúde psicológica, o burnout e ainda a sensação de desalinho.
“A depressão é uma doença biológica. Ela é definida como uma tristeza ou falta de prazer, que vem acompanhada por alterações de sono, de alimentação e de cognição”, afirma Thays. “A depressão hoje, segundo a OMS, já é a principal causa de afastamento do trabalho”, continua. Por causa da pandemia, é possível que você já tenha sentido muitos dos sintomas depressivos, mas o importante é entender o quanto esses sintomas têm impactado a sua vida.
E, se você acha que sabe tudo sobre saúde mental, responda a essa pergunta: quais são as duas estratégias que nos protegem de absolutamente qualquer doença do mundo? Em geral, as pessoas respondem atividade física (o que está correto) e algo como alimentação ou sono. Mas a real segunda estratégia é nada menos que ter bons relacionamentos. Como diz a Thays, “saber que você pode contar com alguém é antiinflamatório”.
E aí, você sabe com quem contar ou passou por um processo de esvaziamento da sua rede de apoio durante a pandemia? Conte para a gente nos comentários, assista ao vídeo completo e não se esqueça: caso haja dúvidas quanto à gravidade do que você está sentindo, procure ajuda. A gente costuma falhar mais no receio do que no excesso e, para saúde mental, ajuda nunca é demais.




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