top of page

A saúde mental da infância e adolescência | Edição #2

Aqui no Fique Bem, nós sempre falamos sobre a saúde mental dos professores, mas o bem-estar dos nossos alunos também é muito importante. Em tempos de pandemia, todos nós estamos vulneráveis e as crianças também sofrem. O que você sabe sobre a saúde mental na infância e na adolescência?


No segundo encontro que fizemos no mês de Março, recebemos a nossa querida Dra. Loraine Martins. Médica, psiquiatra e especialista em saúde mental de crianças e adolescentes, Loraine também é mãe e, com toda essa bagagem acadêmica, profissional e de vida, nos trouxe um olhar riquíssimo sobre o tema.



Você saberia descrever o que define uma criança saudável? Para a especialista, são necessários três fatores: a criança precisa ter condições mínimas de vida, receber afeto e ter a oportunidade de brincar  -  de preferência, com outras crianças. 


Para reforçar seus argumentos, Loraine nos contou uma história emocionante, sobre uma criança que ela conheceu durante a sua vida profissional. Em meio a um depoimento tocante, a doutora diz como esse menino, longe da mãe mas auxiliado por um abrigo, passou a ter melhores condições de vida — em relação à higiene e alimentação — mas não estava 100% saudável, pois lhe faltava o afeto. Mais tarde, ele reencontra sua mãe e a situação muda totalmente. Esse momento da live é imperdível.

“O que vai construir um alicerce para essa criança recuperar, eventualmente, coisas que ficaram falhas no desenvolvimento dela, é esse afeto da mãe. É essa mãe que olha pelo filho, que cuida, que ama. Aqui eu estou usando o exemplo de mãe, mas nem sempre é uma mãe. Às vezes é um avô, é um vizinho, é uma tia. E, às vezes, são os professores”, argumenta a psiquiatra. “É essa figura de um adulto que entrega afeto, que olha, que cuida, que se preocupa, que dá um sorriso em um momento em que essa criança está em uma situação difícil”, complementa.

A médica diz ainda que acredita que o que fundamenta a vida das crianças é esse suporte afetivo. “O resto, ele vai precisar. Mas ele vai ter condições de conquistar todo o resto, se ele tiver esse suporte de uma vida afetiva bem construída na infância e na adolescência”, conclui, pontuando sempre como o afeto, em seu ver, é mais importante que as estruturas. 

 

A nossa convidada falou sobre diversos assuntos durante a nossa uma hora de conversa. Loraine explicou como lidar com o retorno às aulas presenciais, como os professores podem ajudar a cuidar da saúde mental dos alunos de maneira remota e, principalmente, reforçou que, por mais que o trauma da pandemia seja grande, o que pode adoecer as crianças é a ausência de suporte. 

 

Mas, e quando o professor não está bem? 

 

A especialista recomendou que, em primeiro lugar, os professores se cuidem, para depois cuidar dos seus alunos. “Isso serve para todos os profissionais que lidam com pessoas, e o professor trabalha com muitas pessoas, muitos têm cerca de 100 alunos sob a sua alçada”, lembrou ela. Além da prevenção ao dano, se necessário, o professor deve buscar um auxílio psiquiátrico.

Assista à live completa para entender tudo sobre esse assunto e, inclusive, descobrir como as crianças costumam demonstrar seus sofrimentos, desde o nascimento até a adolescência. Você sabe em qual idade o corpo da criança mais reage às emoções? Descubra também se roer unhas, ter mudança no apetite ou ainda parar de cumprir as demandas da escola são motivos para uma atenção extra aos seus alunos. Confira!


Posts recentes

Ver tudo

Comentários


​© Gaia+ 2023

Rua Dona Santina, 291 - São Luiz

Piracicaba - SP

(19) 3302-5916

fiquebem@gaiamais.org

CNPJ: 21.354.603/0001-61

fiquebem_logo 2023_branca_01.png
  • youtube-logo
  • instagram-logo
  • telegram-logo
bottom of page