Mudar o mundo também pode ser algo divertido | Edição #10
- Professora Fique Bem

- 8 de nov. de 2021
- 3 min de leitura
A gente pode não se conhecer, caro professor, mas eu tenho uma certeza a respeito dos seus desejos: você quer ser feliz e adoraria viver em um mundo melhor e longe de qualquer sofrimento. A verdade é que, se pudéssemos, todos nós bem que gostaríamos de fazer algo de bom para o mundo, transformar as nossas realidades e sermos responsáveis, inclusive, pela felicidade de uma comunidade inteirinha. O problema é que, com exceção de poucas pessoas que realmente priorizam isso, quase ninguém tem tempo, disposição e energia para fazer transformações concretas — nem no próprio bairro.
Afinal, é muito difícil realizar mudanças em uma comunidade de maneira solitária. E, cá entre nós, como é difícil mobilizar as pessoas para participarem de ações sociais, não é mesmo? Acontece que todos nós temos muitas questões individuais com as quais nos preocuparmos. E, bem, ações políticas, marchas, passeatas, não costumam ser exatamente divertidas… Ou será que transformar o mundo também pode ser algo divertido?
Na primeira live do mês de novembro, o Fique Bem trouxe um papo super inspirador para a nossa rede de professores. Falamos com o super Edgard Gouveia Jr., uma pessoa que descobriu o segredo para mobilizar pessoas de uma forma rápida, gratuita, divertida e espetacular: as gincanas! Edgard é arquiteto e atualmente desenvolve e realiza atividades cujo principal objetivo é estimular as pessoas a trabalharem em times, acreditando que pequenos pedidos e pequenas missões podem mudar o mundo.
“O mundo precisa ser mudado, mas de uma forma divertida. Quando a gente faz uma marcha, ninguém vai. Só vai aquele pessoal de sempre. Agora, pense no carnaval, numa festa junina, numa gincana… Todo mundo vai! Tem algo nas brincadeiras, nas torcidas de futebol, que une as pessoas. E é com essa energia que a gente quer mudar o mundo”, afirma Edgard. “Pense nas escolas de samba: as pessoas são simples. Muitas vezes, são pessoas bem pobres, inclusive, que se dedicam um ano inteiro voluntariamente, sem ganhar um tostão, para produzir o espetáculo mais valioso do mundo. De onde sai aquela energia? Quando a gente faz coletivamente e em alegria, todo mundo faz”, argumenta o facilitador.
A história de vida de Edgard confirma tal teoria. Entre os diversos depoimentos que o nosso convidado compartilhou com a gente nesse encontro, destacam-se as lembranças do projeto Oásis, criado após o desastre com enchentes em Santa Catarina, no ano de 2008. Na ocasião, Edgard mobilizou mais de três mil jovens de diferentes regiões do Brasil, para revitalizar doze comunidades afetadas pela pior tragédia natural da história do estado. E tudo foi feito no clima de desafio e brincadeira — com propósito.
“A gente criou uma gincana tradicional. Com a ajuda do Orkut, na época, jovens do Brasil inteiro foram desafiados, montaram times e perguntaram para os moradores das áreas afetadas: ‘se a gente pudesse construir alguma coisa que pudesse te trazer de volta a alegria de viver, o que seria?’. A partir de então, foram dois meses e meio de missão”, conta o arquiteto. “Demos um jeito para chegar lá, sem envolver dinheiro próprio, e as equipes tiveram seis dias para construir alguma coisa com o objetivo de fazer a comunidade esquecer do trauma causado pelas enchentes”, conta ele.
Dê play no vídeo e descubra tudo sobre o projeto Oásis — e ainda sobre outras histórias que Edgard tem para compartilhar com a gente. Você vai conhecer a Jornada X e saber como ela pode ajudar a amenizar o problema da evasão escolar. Além disso, o mais importante: você vai ver exemplos e descubrir como você também pode transformar o mundo mobilizando os seus alunos. Afinal, as gincanas fazem com que o impossível seja desejável, o excitante vire uma aventura épica e o aprendizado seja repleto de autonomia e diversão.



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