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Vamos falar de Poesia? | Edição #1

“Você também acha que poesia rima com escola?”. Foi com essa pergunta que o Fique Bem inaugurou suas lives temáticas e, em fevereiro, promoveu um encontro encantador entre a jornalista Mariana Ferrão, a poetisa e professora Joce Araújo e a também professora Grasielly Lopes.



A pauta da conversa foi poesia nas escolas, mas é claro que o bate-papo não se resumiu às atividades na sala de aula. Em um show de palavras, olhares e indagações, nossas convidadas abordaram desde a complexidade existente em instigar os alunos à poesia até a relação desse gênero textual com a nossa saúde mental. 


​Logo no início do encontro, Joce declamou o texto “Profecia”. Numa simplicidade profunda, esse poema faz parte do seu livro “Entrega”. A professora contou que, há cinco anos, escreveu e produziu mil cópias da publicação, com o intuito de distribuí-la pelo município de Pé de Serra, na Bahia, para estimular a leitura em seus conterrâneos —  muitos dos quais não tinham o hábito ou qualquer experiência com a leitura de livros.


​Em um outro momento da conversa, a professora Grasielly foi questionada a respeito do quão difícil tem sido trabalhar poesia com os seus alunos. No entanto, ela revelou que o segredo é encontrar semelhanças entre o clássico e o contemporâneo. 


“Quando eu pego um conceito poético e mostro para o aluno que essa mesma poesia, que foi escrita por Camões, já foi cantada pelo Legião Urbana; que a poesia trovadoresca já tem relação com o cordel e até mesmo com rappers, com o slam, eu mostro esse percurso poético de uma maneira que faz parte da vida dessa aluna e desse aluno”, diz Grasielly, idealizadora do espaço Res.piramos, um projeto de poesia que surgiu no Instagram em meio à pandemia.

As redes sociais, inclusive, foram citadas também pela professora Joce, como ferramentas de estratégia de ensino. Segundo ela, mesmo em tempos de ensino híbrido ou remoto, não há desculpa para não trabalhar a poesia com os alunos. “Online, a gente pode mandar trechos de poesias, poesias musicalizadas, gravar uma poesia e mandar via WhatsApp…”, conta a professora. “A gente chegou a fazer fotonovela e tudo vai para as redes!”, complementa.


​Ainda relacionando o assunto à tecnologia, um momento emocionante da live aconteceu quando a jornalista Mariana Ferrão — agora descoberta como poetisa também — contou sobre o seu encontro com uma criança de nove anos em Cururupu, no Maranhão, durante uma reportagem para a TV Globo. A jornalista contou como poemas gravados em seu iPod fizeram a diferença na vida dessa criança. Vocês viram essa parte da live? Foi lindo!

 

Especialista em reportagens sobre saúde, a jornalista pontuou a importância da arte no equilíbrio emocional das pessoas. “A poesia também é uma forma de extravasar essas emoções, esse invisível que eu não sei onde colocar e que, de alguma maneira, eu preciso manifestar. Se eu conseguir concretizar num poema a minha raiva, a minha dor, o meu luto, vai ficar muito fácil de transformar aquilo”, diz Mariana.

 

No decorrer do encontro, houve brincadeira de criação de poesia em conjunto, leitura de um texto de Clarice Lispector, e ainda a divulgação de outros trabalhos autorais de Joce e Mari. Assista à live completa e viva à poesia!


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