A importância da gestão do tempo na vida do professor moderno | Edição #5
- Professora Fique Bem

- 22 de jun. de 2021
- 3 min de leitura
Afinal, 24 horas é muito ou é pouco para o tamanho do seu dia? Fizemos essa pergunta no nosso Instagram e a maioria das pessoas disse que, se pudesse, aumentaria o próprio dia em algumas horas. Você concorda com esse tipo de pensamento? Se a sua resposta for sim, talvez você esteja precisando alinhar um pouco mais a forma como você tem passado os seus dias e gerindo o seu tempo.
Na quarta e última live desse mês no nosso Youtube, falamos com o psicólogo e hipnólogo clínico Eduardo Luís de Almeida. Ele é pai da Helena e do Joaquim, tem feito malabarismo para dar conta de todas as suas atribuições de profissional e pai, e agora é professor de um curso de Gestão do Tempo, assunto sobre o qual tem estudado voluntariamente.
No nosso encontro, Eduardo contou como a relação entre o homem e o tempo é histórica e desmistificou uma crença comum: não, o tempo não está mais escasso com a tecnologia. “A nossa relação com o tempo sempre foi de escassez para aqueles que não fazem um bom uso dele”, afirma. “Quando me perguntam como a gente pode ter mais tempo, eu sempre rebato: tempo para o quê? Porque é importante entender o que você gostaria de fazer se tivesse mais tempo, saber priorizar as atividades e fazer bom uso do tempo que nós já temos”, completa.
Eduardo ainda reforçou que, embora muitas pessoas subestimem, a gestão do tempo também passa pelo famoso tripé da atividade física regular — ao menos três vezes por semana — do sono de qualidade e da alimentação saudável. Mas, se fizermos isso, não estaríamos perdendo ainda mais tempo? De acordo com o nosso convidado — e nós concordamos — não seria perda de tempo, mas investimento. “A gente perde tempo com algumas coisas, quando poderíamos estar investindo tempo em outras”, afirma. “A tecnologia não é boa e nem ruim. Ela é como a energia atômica. O problema é a função que a gente dá pra ela, que pode ser boa ou ruim”, explica.
Para ajudar os professores, nosso convidado apresentou algumas técnicas de gestão de tempo. Uma delas foi o Método Pomodoro, famosa técnica que consiste na utilização de um cronômetro para dividir o trabalho em períodos de 25 minutos, separados por breves intervalos de 5 minutos. A ideia é que, durante os períodos de 25 minutos (que podem ser adaptados, chegando a até 50 minutos), tenhamos atenção intensa na nossa atividade. É importante quebrar o fluxo porque o cérebro humano não foi criado para se concentrar por mais de uma hora sem se distrair.
Outras técnicas apontadas pelo nosso convidado foram o uso de post-its para anotar pequenas tarefas do dia a dia sem interromper o fluxo de trabalho, o cuidado com a luz do celular pela noite e a eliminação das notificações do celular durante o dia. Por fim, houve ainda a dica de usar a própria procrastinação para ajudar no processo de não procrastinar. Ficou confuso? Assista à nossa live e entenda o conceito por trás do desafio!
Lembre-se que mudança de hábitos leva tempo, não se autoflagele e respeite os limites do seu corpo. Gestão do tempo é menos complicado do que parece quando há clareza sobre o que nos motiva e nos orienta. Afinal, como Eduardo disse ao fim do encontro, mais importante que a velocidade em que caminhamos, é a direção que seguimos.



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