A importância de falar sobre as diversidades | Edição #6
- Professora Fique Bem

- 6 de jul. de 2021
- 2 min de leitura
Se falar sobre diversidade é falar da população LGBT, das mulheres, das pessoas racializadas, dos cadeirantes, dos idosos, das pessoas acima do peso… O que está subentendido? Será que, com esse pensamento do que é o “diferente”, não estamos, justamente, apontando um “normal” e reforçando um padrão? Você já parou para pensar que talvez o próprio conceito de diversidade carregue uma ideia de exclusão?
Tratar desse assunto, que é amplo, complexo e muito mais desafiador do que parece, foi a nossa missão na primeira Live Fique Bem do mês de julho. Para isso, nosso querido Eduardo Pacífico se encontrou com duas convidadas muito especiais: a internacionalista e educadora Amanda Brito, e a diretora de Educação do Campo, Direitos Humanos e Diversidade da SEDF, Ruth Meyre.
Amanda ainda reforçou que “não é qualitativo ser diferente”. Diante disso, levantou sim a necessidade de se falar não só de uma diversidade, mas de todas, no plural, seja em relação à etnia, ao gênero, à orientação sexual, à religião, à cultura, às condições socioeconômicas, à origem, à idade… É diversidade que não acaba mais! “Falar de diversidades não deveria ser uma pauta ideológica. Falar de diversidades é falar de sociedade”, refletiu a internacionalista.
Durante uma hora e 12 minutos de conversa, as nossas convidadas deram uma aula e, mesmo que pincelando as diversas facetas das diversidades, devido à complexidade do tema, Amanda e Ruth fizeram todos refletirem. “É um assunto muito complexo e a gente não vai dar conta de vencer”, afirmou Ruth, ao incluir na roda pensamentos sobre cotas e até a descriminalização do aborto — pois tem raça, CEP e cor. Para ela, não basta pensar em diversidade apenas nas portas de entrada dos lugares, é necessário entrar no conceito de equidade e trabalhar em uma integração de todos os grupos à sociedade.
Por fim, como levar esse assunto para a escola? É preciso estudar. Como Amanda bem lembrou, é preciso ter inteligência social e, assim, mais chances de construir um país melhor, baseado no respeito, na tolerância e na compaixão. Ufa! Pronto para dar o play? Assista ao vídeo completo do encontro, pegue um caderno e vamos em frente, pois todos nós temos muito a aprender!
“Diversidade é uma invenção. O racismo foi inventado, mas foi inventado pelo branco, pelo europeu. E, a partir dessa noção, a gente vai entender como a diversidade também foi inventada. Esse conceito só existe porque existe um padrão. Existe aquele que é o correto. Então, tudo o que não é o padrão é a diversidade”, provocou Ruth logo no início do encontro. “É preciso falar de diversidade sem hierarquizar. O diverso não é aquilo que é diferente do padrão”, apontou.



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